Associação Divina Flor

Câmara amplia o debate e marca nova audiência pública sobre Cannabis Medicinal

É a 2ª audiência organizada pela Associação de pacientes em parceria com o poder público, visando a construção de políticas que garantam o acesso ao tratamento com a Cannabis No dia 10 de abril, às 18h30, a Câmara Municipal de Campo Grande sediará a audiência pública “Cannabis Medicinal: Direito à saúde, associativismo e impacto social”. O evento é organizado pela Associação Sul- Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à Cannabis Medicinal Divina Flor em parceria com os mandatos da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e do deputado estadual Pedro Kemp (PT). Pelo segundo ano consecutivo, a associação de Cannabis Medicinal de Campo Grande leva a pauta da maconha medicinal para a casa de Leis da Cidade Morena para ser debatida em audiência pública. Com a presença de especialistas e autoridades a sessão vai discutir a construção de políticas públicas adequadas para garantir o acesso seguro e eficiente ao tratamento com a Cannabis. Para Jéssica Camargo, fundadora e diretora executiva da Divina Flor, “Mais uma vez estaremos ocupando o espaço público para discutir políticas públicas eficazes para o tratamento com a Cannabis, uma pauta importantíssima para o momento do nosso Estado já que tem um Projeto de Lei sendo trabalhado para implementação e distribuição de Cannabis pelo SUS”, lembrou. Desde fevereiro deste ano tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) o PL 06/2023, que assegura o acesso a medicamentos e produtos à base de cannabis para tratamento de doenças, síndromes e transtornos de saúde. “Poder dialogar com o poder público, apresentar dados e casos mostrando o quanto o trabalho social realizado pela associação Divina Flor, tem impactado diretamente na qualidade de vida dos pacientes e até nos cofres públicos, um debate amplo e necessário”, completou a diretora. Abraçando a causa na Capital, a vereadora Luiza Ribeiro enfatizou a legalidade do plantio para a produção de remédios, fato que já é realidade em dezenas de estados brasileiros: “A Câmara Municipal quer ser o espaço que afaste o preconceito que atrapalha o debate sobre a Cannabis Medicinal. O plantio legalizado e com fins medicinais e científicos, garante qualidade de vida de doentes e proporciona ampliação da pesquisa”, argumentou Luiza. Garantindo um debate amplo norteado por aspectos políticos, sociais, jurídicos e científicos, a mesa será composta por: Dra. Caroline Marroni – Mestre e Doutora em Toxicologia pela USP de Ribeirão Preto, Dr. André Delamare – Clinico Geral com pós-graduação em psiquiatria, Dr. Ronaldo de Souza Costa – Médico Especialista em Medicina do trabalho e Medicina Clínica, Sandro Trindade Benites – Secretário municipal de saúde, Deputado Estadual Pedro Kemp, Vereadora Luiza Ribeiro, Dr. Felipe Nechar  – Coordenador Jurídico da Associação Divina Flor e Jessica Camargo – Fundadora e diretora executiva da associação Divina Flor. Aberto ao público, o evento também será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube da Câmara dos vereadores.

Adufms sedia Mutirão de Prescrição de Cannabis Medicinal em Três Lagoas

A matéria a seguir foi publicada pelo site da Adufms, confira a original aqui. A Adufms Três Lagoas sediou, neste sábado (19 de novembro), o 1º Mutirão de Prescrição de Cannabis Medicinal. O encontro, que ocorreu logo após a Marcha da Maconha, foi realizado na sede do sindicato na cidade e foi uma ação de extensão universitária do projeto “Diálogos Canábicos: Saúde, Qualidade de Vida e Direito ao Uso Terapêutico”, coordenado pelo professor Dr. Alejandro Lasso Gutiérrez, da Faed (Faculdade de Educação) – Campus Cidade Universitária. A ação foi organizada e coordenada pela professora Dra. Kaelly Virginia Saraiva, do curso de Medicina do CPTL (Campus Três Lagoas), que também é diretora da Adufms em Três Lagoas. O Projeto tem o apoio da Associação Divina Flor – sediada Campo Grande e autorizada a fornecer o óleo de maconha medicinal – e, para o mutirão, foi realizada uma parceria em Três Lagoas com a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e AMA Três Lagoas (Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Três Lagoas). O evento contou com a participação de médicos prescritores e acadêmicos de Medicina do CPTL-UFMS. O mutirão teve como público-alvo as crianças e adolescentes autistas, além de adultos com doenças neurológicas e psiquiátricas, como esclerose múltipla, epilepsia e transtornos mentais. Um dos objetivos é facilitar o acesso ao Canabidiol, que atualmente é o único produto à base de maconha permitido pela Anvisa (Associação Nacional de Vigilância Sanitária), cuja eficácia em tratamentos é comprovada, mas que ainda é de difícil acesso. Kaelly chama atenção para o fato de haver, em diversos países do mundo, uma facilidade muito maior no acesso a remédios à base de Cannabis. “Em muitos países do mundo já há leis e regulamentações que reconhecem a importância terapêutica e o potencial comercial da planta, tendo passado pela aceitação e descriminalização, até a venda regulamentada de seus produtos”, aponta a professora. “Mas o Brasil permanece na contramão da modernidade, com a resistência em aceitar o que a ciência já comprova”, prossegue. A docente também ressalta que o uso desses medicamentos no Brasil resultaram de um longo processo de lutas por parte da sociedade civil. “As poucas conquistas que tivemos até hoje no uso da Cannabis/maconha, tem sido graças à perseverança e luta de pessoas, de associações e coletivos, e até de parte do Judiciário que tem atendido à demanda de pais de crianças doentes e de tantos familiares e pacientes, que só têm a maconha medicinal para lhes dar esperança de qualidade de vida e saúde”. Ela acredita que o sindicato possui um papel importante na mobilização por políticas públicas que visem ampliar e democratizar o acesso a remédios como o Canabidiol. “A universidade, e nosso Sindicato como uma entidade de vanguarda que defende os direitos humanos, também devem se envolver nesta causa tão necessária, colaborando com ações como esta, ocorrida no dia 19, e assim dando um importante passo para o fim do preconceito e para o avanço na ciência e na saúde”, finaliza a professora. Korre, acadêmica de Direito na UFMS de Três Lagoas, destaca a dificuldade do acesso ao remédio. “A maconha é tida hoje como a promessa da medicina do século XXI. Quanto mais o tempo passa, mais ações são judicializadas para permitir o acesso, mas esse acesso ainda não é popular. As camadas periféricas, que já têm vários direitos negados, continuam longe desse acesso”, afirma. “Ter esse ato em Três Lagoas é realmente um passo fundamental e, daqui em diante, é continuar na luta junto com os professores da cidade e do Brasil, com pesquisadores, mães de crianças com autismo, familiares de pessoas em condição de saúde delicada e que precisem desse acesso”, conclui a estudante, que também participou dos atos. Clique nas imagens para ampliar:

Representantes da Divina Flor fazem fala no Congresso Nacional sobre a resolução do CFM

Suspensa por 60 dias, a resolução tentou proibir e censurar a classe médica a prescever e falar sobre Cannabis Medicinal em nosso país No dia 26 de outubro (quarta-feira), houve uma reunião, no Congresso Nacional, da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência, através da convocação da presidenta da Comissão, deputada Tereza Nelma (PSD-AL). A reunião foi feita para debater sobre a resolução 2.324/22 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e contou com a participação de diversos representantes de Associações e Instituições em prol da Cannabis Medicinal. A Associação Divina Flor esteve presente na discussão, representada pelas figuras de seu Coordenador Jurídico, Felipe Nechar e, também, pelo médico psiquiatra prescritor Wilson Lessa. Em suas falas, ambos reforçaram os problemas por trás da Resolução. Confira os vídeos: Inscreva-se em nosso Canal no Youtube!

Associação Divina Flor convoca pacientes e apoiadores para mobilização contra resolução do CFM

A Associação de Cannabis Medicinal funciona há quase dois anos e auxilia mais de 400 pessoas e pets, que se tratam com o remédio, e teria aproximadamente 80% de seus pacientes prejudicados com amedida do órgão federativo. No dia 14 de outubro (sexta-feira), pacientes de Cannabis Medicinal do Brasil todo foramsurpreendidos com uma resolução (2.324/22) do Conselho Federal de Medicina (CFM) quebusca regulamentar a prescrição dos remédios à base de Cannabis no país. A surpresa ocorreu pois o CFM optou por ignorar que a Agência Nacional de VigilânciaSanitária (Anvisa) já permitiu esse tipo de tratamento e, também, por impor proibições decanabinóides já liberados, bem como medidas ainda mais autoritárias, como, até mesmopromoção de palestras e eventos sobre o remédio. Segundo a resolução, seriam permitidas apenas tratamentos – com o Canabidiol – deepilepsias em crianças e adolescentes refratários a terapias convencionais nas síndromesde Dravet e Lennox-Gastaut, e no complexo da esclerose tuberosa. Essa previsão ignora asmais de 20 doenças nas quais a Cannabis pode atuar como auxiliar ou linha de frente notratamento, além de deixar de lado os mais de 400 canabinóides possíveis de seremprescritos e os adultos e idosos que já fazem o tratamento com a planta. Em Campo Grande (MS), a primeira Associação de apoio aos pacientes de CannabisMedicinal, a Associação Divina Flor, já se mobiliza para continuar apoiando seus pacientesno tratamento e levanta preocupação com a arbitrariedade de uma resolução que podecomplicar a vida de muita gente. Jéssica Albuquerque, diretora, explica que “essa resoluçãoé um grande retrocesso, desumano e desrespeitoso com as milhares de pessoas queprecisam do óleo de Cannabis para ter qualidade de vida”. A preocupação é grande em relação às comorbidades nas quais, comprovadascientificamente, a Cannabis já auxilia centenas de pacientes: “Pessoas com ParkinsonAlzheimer, Depressão, Câncer, entre inúmeras outras patologias e que não podemsimplesmente parar o tratamento agora – um tratamento que está dando bons resultados,que trouxe melhora para a vida delas”, pontua a diretora. Jéssica Albuquerque, diretora da Divina Flor Pacientes já se manifestam on-line contra a resolução, que pode afetar diretamente a sualuta por qualidade de vida, conquistada a duras penas através do remédio da Cannabis.Fabianne Rezek é mãe de João Pedro, que tem síndrome de Dravet, porém, já está emidade adulta. Em vídeo publicado em rede social, Fabianne declara que “há uma notóriadiscrepância de valores, dois pesos e duas medidas” e protesta “essa proibição não só nosnega o direito à saúde, como nos devolve num lugar de clandestinidade, de ilegalidade edesobediência civil”. Ela relata que foram 22 anos de busca pelo fim das crises convulsivas que ele tinhaconstantemente, as quais só findaram há pouco mais de nove meses, com o uso daCannabis medicinal, já na vida adulta de João. A resolução impactaria diretamente nessalonga luta de Fabianne e sua família, tirando o remédio que melhorou tanto a qualidade devida deles. A Associação reitera que o óleo vai continuar sendo distribuído a todos que precisarem eque estão tomando as providências com o apoio de mais de 110 juristas de todo o Brasilpara se mobilizar contra a resolução. “Convocamos a todos para estarmos juntos, nessasegunda-feira em frente ao CRM, na cidade de Campo Grande a partir das 10:00 damanhã”, diz Jéssica, “vamos juntos pedir uma revisão dessa resolução que fere o direitodos médicos e dos pacientes”. Fabianne Rezek e João Pedro, paciente Divina Flor